quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Expo Brasil - Desenvolvimento Local acontecerá no RJ





Rio de Janeiro sedia 9ª Expo Brasil Desenvolvimento Local

Estamos diante de um processo que terá seu marco ao final do presente
ano: a construção da Expo Brasil Desenvolvimento Local 2010. Será a
nona edição deste grande evento itinerante, a primeira a ocorrer na
cidade do Rio de Janeiro, com data e local já confirmados: 1 a 3 de
dezembro de 2010, no Centro de Convenções SulAmérica.

Após o êxito das oito primeiras edições, a Expo Brasil Desenvolvimento
Local já se consagrou no calendário nacional como uma oportunidade
única de encontro de todos os interessados em apresentar, conhecer,
debater e impulsionar iniciativas de desenvolvimento local no Brasil,
constituindo-se no maior evento existente sobre o tema. E, a cada ano,
consolida-se como referência no nosso diálogo internacional em torno
de novas alternativas de desenvolvimento.

A Expo Brasil 2010 tem como meta um público presente de 2500 pessoas
(além de todos que terão amplo acesso e interação com o evento, via
internet), incluindo participantes de todas as regiões do Brasil e
convidados de outros países. O evento – que representará o ponto
culminante de um processo amplo de mobilização e divulgação – inclui
uma feira de projetos, palestras, painéis temáticos, apresentação e
debate de iniciativas concretas, oficinas e minicursos, além de
diversas atividades culturais.

O eixo geral da programação é a abordagem territorial do
desenvolvimento – territórios em rede – como referência de inclusão
produtiva, inovação e sustentabilidade. Entre os temas propostos
incluem-se: tecnologias sociais; acesso à comercialização e a serviços
financeiros para empreendimentos solidários e para micro e pequenas
empresas, economia verde (o meio ambiente como ativo do
desenvolvimento); e cidade criativa & economia criativa (a cultura
como ativo do desenvolvimento).

O evento será um canal de visibilidade de iniciativas em diferentes
escalas territoriais: comunidades, bairros, municípios e
microrregiões. A Expo Brasil 2010 será, sobretudo, uma oportunidade de
aprendizagem compartilhada, tendo como referência o impulso ao
desenvolvimento de base territorial como caminho de inovação,
compromisso ambiental e superação das desigualdades.

Confira projeto na integra no :

domingo, 26 de setembro de 2010

Você é eco-responsável?


Muitas empresas têm adotado novas medidas em relação ao seu impacto ambiental e ainda reforçam a necessidade de práticas de consumo conscientes junto a seus clientes. Você faz a sua parte?

Na hora das compras, quais são os seus fatores de decisão? Você leva em consideração apenas o preço e a marca? Ou também a procedência das matérias-primas e sua contribuição para o meio ambiente? É fácil observar a transformação radical dos hábitos de consumo nos últimos anos, como mostra a pesquisa "Nosso Mundo Verde"*, realizada pela TNS Research International em mais de 17 países. De acordo com esse estudo, 40% das pessoas em todo o mundo já mudaram algum detalhe do seu comportamento para beneficiar o meio ambiente. Entre os brasileiros, o número de "Ecoresponsáveis" é ainda maior: chega a 65%.

Muitas empresas têm adotado novas medidas em relação ao seu impacto ambiental e ainda reforçam a necessidade de práticas de consumo conscientes junto a seus clientes - uma atitude que tem dado resultado. Ainda segundo a pesquisa, nosso país é o segundo colocado no ranking de compras ecológicas, pois 83% dos brasileiros consideram-se dispostos a pagar mais por produtos ambientalmente amigáveis. Na Tailândia, cerca de 94% das pessoas aceita esse aumento no custo.

Nesse sentido, ainda há muito espaço para que o conceito de "capitalismo ecológico" se desenvolva. Considerar-se disposto a pagar mais pela marca que melhor utiliza os recursos naturais já é um grande passo para consolidar hábitos sustentáveis na população. Do lado corporativo, cabe às empresas desenvolver processos mais ágeis e menos dispendiosos e tecnologias mais limpas, além de informar aos consumidores sua real postura em relação ao meio ambiente. É imprescindível que eles tenham essa informação para fazer a escolha mais correta, seja no ato da compra ou ao indicar a marca.

Neste cenário, observamos que todas as fases da produção estão interligadas ao resultado final, agregando valor à imagem da marca e dos produtos. É como se a história de um produto fosse uma teia de aranha, em que todos os pontos são conectados e interdependentes. A palavra sustentabilidade trata exatamente dessa questão: aliar os aspectos econômicos às atitudes sociais e às práticas ambientais.

Ganham os consumidores que escolhem produtos "verdes" ; ganham as empresas com uma melhor imagem de marca ao colaborar para um futuro melhor e ganha a sociedade com um planeta mais limpo e com bases sólidas para o crescimento sustentável.

O investimento em práticas sustentáveis gera benefícios principalmente no destino final de um produto ou em suas formas de utilização. Por isso, além de verificar o preço de uma mercadoria, os consumidores devem prestar atenção em seus componentes e em seus impactos ambientais- seja em uma roupa ou em um equipamento motorizado. E com o avanço da tecnologia atual, o mercado hoje dispõe de inovações que conseguem reduzir os impactos na natureza e, ao mesmo tempo, gerar economia no seu bolso a longo prazo com produtos mais duráveis e econômicos – que podem demandar menos combustível, ou ser mais resistentes e duráveis, ou precisarem de menos manutenção. É o caso da tecnologia X-TORQ®, desenvolvida pela Husqvarna, que possibilita economias de até 20% de combustível e 60% menos emissões de poluentes.

A sustentabilidade corporativa avança ao oferecer ao consumidor produtos que proporcionem maior economia com menor impacto ambiental. Esse é nosso grande desafio. Trabalhamos para que ser "eco-responsável" seja cada vez mais fácil – pelo bem do nosso progresso e pelo bem-estar das próximas gerações.


Por Ronaldo Callmann , www.administradores.com.br

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Produtos Ecológicos na Adventure sports



Cooperadamente presente junto ao projeto Mercosol pelo segundo ano consecutivo na Adventure sports fair, que esse ano está sendo realizada no Anhembi.
O Stand está localizado no espaço da Sustentabilidade atrás do stand dos parceiros do chá Tribal Brasil e além dos produtos em bambu tem produtos de outros empreendimentos ecológicos da rede Solidária .

Passe lá e Adquira sua Caneca Ecológica, agora com Ecoverniz que da muito mais durabilidade ao produto.

Aguardamos sua visita !!!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Cooperadamente na Ecobusiness


Cooperadamente presente na Ecobusiness 2010, junto a outros empreendimentos ecológicos com o projeto Mercosol da itcp-Fgv.

Dando mais foco a linha de Ecobrindes e Utensílios, e agora com inovação nas EcoCanecas de Bambu com aplicação de verniz ecológico, cooperada estará no evento aberta a novas parcerias e projetos.

Visite o Stand !

sábado, 14 de agosto de 2010

Sustentabilidade Social começa em casa

Formação de futuros cidadãos começa nos lares de hoje.

O conceito de sustentabilidade vem ao longo do tempo sendo ampliado, conforme a própria evolução da humanidade. Até chegarmos ao conceito mais utilizado atualmente que trata da solidariedade intergerações, de tal modo que o bem estar das gerações atuais não pode comprometer as oportunidades e necessidades das gerações futuras, passamos por várias etapas. Inicialmente o conceito de sustentabilidade relacionava-se quase que exclusivamente às questões ambientais, não sendo levadas em consideração as dimensões econômicas e sociais. Desta forma que esta chamada era quase como um grito de guerra das organizações não governamentais voltadas para as questões ambientais. Estava distante da lógica dos negócios.

Sérgio Buarque em 1994, também conceituou o desenvolvimento sustentável como o “Compromisso com o futuro e a solidariedade entre gerações”. Resumidamente o autor nos chama para o cuidado, com o outro, com a terra, com a vida. Isto nos faz pensar que a sustentabilidade social começa em casa. Provocador o tema, mas extremamente educativo. Hoje, vivenciamos um cenário onde as empresas privadas estão incorporando às suas estratégias de gestão critérios ambientais para todas as etapas do processo produtivo e ainda levando em consideração as dimensões sociais como critérios para a seleção e monitoramento de seus bens e serviços e o compromisso formal com a valorização da diversidade.

A dimensão econômica também está sendo impactada por este conceito onde existem metodologias que avaliam o impacto da incorporação de aspectos socioambientais nos resultados financeiros da empresa e também sistemas de gestão de riscos, quantificando muitas vezes o percentual do mesmo na reputação da empresa, na liquidez, no crédito etc.

A evolução tem sido constante e o Brasil, até o final de 2009 possuía 97 empresas certificadas pela SA8000, referente a boas condições de trabalho. É o quarto país no mundo em empresas com a certificação, atrás de Itália, Índia e China. Em relação a créditos de carbono, 226 projetos de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) estão em andamento no país, que é o terceiro no mundo em número de projetos, atrás da China e Índia.

Os números também tem sido tentadores em relação às empresas signatárias do Pacto Global (417 no total) o que coloca o nosso país na quarta posição, seguido da França, Espanha e México. Levando em consideração que preservar a vida é um ato de caráter maternal, não temos como não considerar que esta ação deve-se iniciar nos lares, nas famílias, de onde sairão os futuros gestores das organizações privadas, não governamentais, governamentais, cidadãos adultos responsáveis pelas futuras gerações.

Por Izabel Portela*

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Bilionários pelo meio ambiente

Por Hazel Henderson*

“Bill, Melinda e Warren, o que lhes parece convencer seus amigos a investirem na produtividade verde?”, pergunta a economista Hazel Henderson neste artigo exclusivo.

St. Augustine, Estados Unidos, 5 de julho (Terramérica).- Aplaudo Bill e Melinda Gates e o financista Warren Buffett por desafiarem outros multimilionários a doarem, durante suas vidas, a metade ou mais de suas enormes fortunas a obras de caridade. Em maio de 2009, eles propuseram a David Rockefeller ser o anfitrião de um primeiro jantar secreto com George Soros, Ted Turner, Oprah Winfrey, Michael Bloomberg, David Rockefeller Jr. e outros bilionários, no qual lançaram a campanha.

O casamento Gates e Buffet já está no caminho correto, pois dirigem suas doações para a África e países em desenvolvimento de outros continentes, bem como a educação. E eles podem convencer seus amigos ricos a irem além de financiar luxuosos pavilhões com seus nomes em universidades da elite. Esse tipo de filantropia está fora de moda.

Também está fora de moda a expansão subsidiada de empresas vinculadas a combustíveis fósseis, do carvão ao petróleo, passando pelas petroquímicas, o aço ou a indústria automotiva devoradora de gasolina, até a agricultura em escala industrial e as grandes companhias farmacêuticas. Bill Gates poderia se desligar do American Energy Innovation Council, que pressiona o Congresso dos Estados Unidos para obter US$ 16 milhões em subsídios à pesquisa com “carvão limpo”.

O melhor que os filantropos podem fazer é unir suas forças a grupos progressistas, para acelerar a transição para uma Era Solar que aplique modelos de desenvolvimento humano baseados na potencialidade e produtividade dos sistemas naturais que, há milhares de milhões de anos, a natureza nos oferece. A Iniciativa por uma Economia Verde, de várias agências da Organização das Nações Unidas, está sintonizada com os programas da Fundação Gates, bem como com a iniciativa Economia dos Ecossistemas e a Biodiversidade, o instituto Zeri, fundado pelo empresário Gunter Pauli, autor do livro “The Blue Economy”, e o Biomimicry Institute, de Janine Benyus.

Como conseguir os investimentos necessários para impulsionar esta grande transição para a Era Solar? Bill e Melinda Gates podem conduzir seus pares para as tecnologias inovadoras, que só esperam recursos para concretizar essa transição.

Eles podem unir-se à Rede para os Mercados Financeiros Sustentáveis e com líderes em finanças que estão preparando o terreno, com os Princípios para o Investimento Responsável da ONU (com US$ 20 bilhões em ativos), a Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a Certificadora de Padrões Ambientais Ceres (com US$ 3 bilhões), e o Institutional Investors Group on Climate Change (com US$ 8 bilhões).

Desde janeiro de 2007, foram investidos ou comprometidos US$ 1,248 bilhão em negócios de eficiência energética, agricultura sustentável e energias limpas, bem como em outras tecnologias que estão deslocando as antigas empresas contaminadoras e os financistas do passado. Este fascinante progresso costuma ser ignorado pelos principais meios de comunicação, ainda mantidos pela publicidade dos setores fossilizados da sociedade.

A Ethical Markets Media (http://www.ethicalmarkets.com) dedica-se a promover a reforma dos mercados mundiais e o crescimento da economia verde. Publicamos informes diários sobre novas tecnologias, investimentos, empreendimentos e companhias que lideram o caminho para a transição verde (http://www.greentransitionscoreboard.com). Usamos o modelo Climate Solutions 2, da firma com sede na Austrália Climate Risk Pty, para mostrar que é possível garantir a transição verde investindo US$ 1 bilhão por ano em todo o mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, até 2020.

São US$ 10 bilhões em dez anos, menos da metade dos US$ 23 bilhões empregados para resgatar o setor financeiro e automobilístico dos Estados Unidos, em bancarrota, pagos pelos contribuintes. Esses US$ 10 bilhões representam menos de 10% dos valores manejados por investidores institucionais, fundos de pensão e fundações de caridade do mundo, estimados em US$ 120 bilhões.

Assim, Bill, Melinda e Warren, o que lhes parece convencer seus amigos a investirem na produtividade verde e os ajudar a modernizar seus velhos portfolios?

Assim poderão treinar seus administradores e consultores em novas formas de avaliar ativos, considerando os fatores ambientais, sociais e de governabilidade, que permitem monitorar com certeza a produtividade verde. A visão de Bill e Melinda Gates já fez a grande transição para o verdadeiro desenvolvimento humano. Eles e Buffett podem nos ajudar a chegar a um novo cenário mundial, que supere a obsoleta noção do produto interno bruto.

* Hazel Henderson é economista norte-americana, autora de Ethical Markets: Growing the Green Economy (2007) e coautora dos indicadores de qualidade de vida Calvert-Henderson (http://www.Calvert-Henderson.com). Direitos exclusivos IPS.


Crédito da imagem: Fabrício Vanden Broeck

Fonte:Terramérica

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Ecoeficiência: Forma e Conteúdo

O compromisso de uma empresa com o desenvolvimento sustentável deve ser avaliado por um conjunto de práticas e por sua evolução ao longo do tempo. A percepção interna e externa desse compromisso depende do grau de transparência e da eficácia da companhia ao comunicar seu desempenho tanto em relação aos indicadores de excelência quanto àqueles que, embora ainda aquém do ideal, estejam progredindo na direção desejada. Ou seja, nem toda empresa genuinamente comprometida com a sustentabilidade é percebida como tal e vice-versa.

O processo de construção e difusão da reputação em sustentabilidade se dá de várias formas, sendo uma das mais eficientes a propaganda boca a boca espontânea das pessoas e entidades com quem se interage no dia a dia – os chamados públicos de interesse – e que constatam na prática esse diferencial da empresa. Outro canal poderoso é a participação em associações reconhecidamente sérias que promovem a responsabilidade social corporativa e em seminários e eventos com credibilidade para atrair os maiores especialistas no assunto. Premiações relevantes e criteriosas também conferem reconhecimento valioso.

A publicidade pode igualmente ser útil como ferramenta complementar se usada com inteligência e veracidade, sem se confundir com greenwashing, e é frequentemente empregada pelas corporações em grandes datas comemorativas como o dia mundial do meio ambiente. O motivo que as leva a recorrer à publicidade nessas ocasiões é o mesmo que as move em outros temas: informar/formar o público através de técnicas específicas da propaganda, inclusive a capacidade de despertar emoção nas pessoas, buscando estabelecer com elas uma relação de confiança ou empatia. O que talvez seja mais intenso na questão específica do desenvolvimento sustentável é o caráter simbólico da iniciativa, no sentido de transmitir a crença de que a preservação do meio ambiente é uma causa comum à toda sociedade e que ninguém pode ficar indiferente a ela.

Nesse contexto da publicidade, há que se buscar um equilíbrio entre forma e conteúdo. Em certos casos, para garantir consistência à mensagem desejada, não há como fugir de expressões técnicas, mas sempre que possível é preciso traduzi-las numa linguagem compreensível a todos. A Braskem, por exemplo, tem indicadores de Saúde, Segurança e Meio Ambiente que são benchmarks na indústria química mundial e em constante evolução desde a criação da empresa. Por esse motivo, pode proclamar com orgulho que “melhorou seus indicadores de ecoeficiência”, sem correr o risco de ser mal entendida ao dizer que “reduziu seus indicadores de ecoeficiência”, como saiu publicado em recente peça publicitária. Seja como for, insustentável é pretender associar uma questão semântica tão trivial a um caso exemplar de greenswashing.

* Nelson Letaif é diretor de Comunicação da Braskem