terça-feira, 4 de agosto de 2009

Lançada Feira Solidária no centro de São Paulo


Lançamento da Primeira Feira Solidária de Arte,Cultura e Meio Ambiente, no centro da cidade de São Paulo, foi um sucesso !

E a Segunda edição já acontecerá nos dias 20 e 21 de agosto das 10:00 às 18:00hrs ,na Praça Clóvis, ao lado do Poupa-Tempo da Sé .

Os Membros da CooperadaMente estão cooperando com a produção cultural,Divulgação e Manutenção do evento, e esperamos todos parceiros,clientes e amigos para essa nova experiência, nesse novo local trabalhando a proposta de um novo Paradigma na sociedade .

terça-feira, 28 de julho de 2009

Mutirão renova energias no Caes
















Vila do Gaia Education 2009 realiza mutirão no CAES(Centro de Apoio ao Empreendimento Solidário), juntamente com membros da CooperadaMente e simpatizantes .
O Mutirão que é tarefa prática da Vila Júlia, tem como estudo de caso a CooperadaMente nesse ano, chegou pra movimentar no espírito mãos na massa.

Desde a entrada do espaço,passando pelas Hortas, colhendo,podando,renovando e plantando, passando pela recepção, dando outra cara pro espaço,chegando até o espaço dos "bagulhos" encaminhando o que tinha de encaminhar e consertando o que tinha de consertar.



A Contribuição foi muito importante e todos ficaram muito satisfeitos com o trabalho realizado, no fluxo do movam juntos as operações vão sendo realizadas.

Os cooperados continuam as operações, agora mais organizados e um tanto mais "leves" após a movimentação de todas essas energias, laborando com o lema "Cooperando com a Manutenção da Vida"

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Caravana do Cooperativismo pelo Fim da Pobreza debaterá temas sociais em todo o país

Por
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil



Brasília - A Caravana do Cooperativismo pelo Fim da Pobreza, organizada pela União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), lançada hoje (8) em Brasília, vai levar a todas as regiões brasileiras debates sobre trabalho e emprego, moradia, acesso dos mais pobres à saúde, produção de alimentos, educação no meio rural, segurança alimentar e acesso de trabalhadores rurais a políticas públicas.

O presidente da Unicafes, José Paulo Ferreira, disse que a principal discussão da caravana é o cooperativismo como forma alternativa de geração de trabalho e emprego.

“Nossa preocupação é fazer com que se fortaleça o modelo formal de geração de trabalho e emprego, mas que também exista o trabalho associativo por meio das cooperativas. É possível que as pessoas possam criar cooperativas de prestação de serviços, profissionais das mais diversas áreas possam se juntar para prestar serviços”, afirmou Ferreira.

Para o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, a caravana é uma ação importante para destacar o papel da agricultura familiar e das cooperativas na criação de uma consciência cada vez mais forte desses dois setores como "um espaço de geração de trabalho e emprego, renda e produção de alimentos”.

A caravana começará a rodar pelo Brasil em agosto, mas ainda não foi definido de onde irá partir.

"O neoliberalismo tenta, perversamente, roubar das pessoas seus sonhos, suas utopias, suas esperanças, seus desejos e sua fé. O livro de PROUT 'Após o Capitalismo' salva essa dimensão, anunciando novos horizontes e possibilidades. Eu realmente recomendo a leitura e a popularização deste livro." Patrus Ananias

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Caravana para o Enca retorna com glórias


Caravana organizada pela Cooperadamente para o ENCA após 12 dias retorna a São Paulo.
A Expedição se deu no dia 27 de junho com 55 tripulantes, a viagem correu em um fluxo de muita Harmonia,cooperação e amizade.
A Cooperada ofereceu aos tripulantes com muito carinho lanches naturais e sucos circulando a produção do empreendimento de alimentação para eventos, também foram distribuídos os "kits sustentáveis" com as famosas e super-úteis Canecas Ecológicas de bambu,dessa vez personalizadas com o nome do encontro e também os pós dentais,circulando as produções do empreendimento BambuZyon.

O Encontro foi muito lindo, em um resgate ao espírito comunitário,muitas vivências,palestras,trocas em todos os níveis aconteceram,além das diversas celebrações, que vão marcando um novo estilo de vida em uma nova era.

Não podemos deixar de citar a beleza do cerrado, desde os rios cristalinos até a vegetação que nos abraçou, propiciando um clima muito agradável e vitalizante,além de suas lindas e misteriosas cavernas que no silêncio grandes saberes tem a revelar.

Deixamos Goiás no ápice da Lua cheia, com muita Gratidão a tudo e a todos !
Em especial a todos os tripulantes da caravana, agradecendo os agradecimentos.

Ahoooo !!!


Organização de viagens,eventos,produtos sustentáveis e muito mais !
Contate-nos : cooperadamente@gmail.com

segunda-feira, 1 de junho de 2009

ENCA - No fluxo da Nova Era

PORTAL ENCA 2009

O ENCA (Encontro Nacional de Comunidades Alternativas) surgiu em 1978 e se realiza uma vez por ano, juntando durante uma semana grupos de pessoas cuja proposta é viver em comunidades rurais, longe da cultura de consumo e praticando a agricultura orgânica, a fitoterapia, a defesa do meio ambiente, a educação das crianças no contato com a natureza. Os encontros são promovidos pela Abrasca (Associação Brasileira de Comunidades Alternativas) e neles, além das discussões sobre aqueles temas, há terapias e exercícios de grupo, atividades culturais como teatro, dança, canto, artesanato,esportes além de diversas oficinas oferecidas pelos próprios participantes.

Todo ano reúnem-se pessoas das mais diversas regiões do Brasil e também do exterior em algum local onde está implantada ou pensa-se em implantar uma comunidade.

O Encontro acontece nos princípios,"Babilônia Não" e são proibidos carnes, cigarros, bebidas alcoólicas e outras drogas. Também é desincentivado o comércio e não é permitido uso de equipamentos eletrônicos e elétricos: não há celulares, rádios, tv, internet, leptop.

A energia liberada, acumulada, que torna-se disponível devido a isso é muito potente,irradiando muita luz pra todo planeta.

As pessoas acampam, tomam banho nos rios , fazem fornos de barro, ajudam na confecção dos alimentos e trocam as experiências de suas comunidades,em total integração com a Mãe Terra.



Para maiores informações da saída da Caravana em 2010 contate : caravanaenca2009@gmail.com

Aviso: Não serão passadas informações do local do encontro .

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Revolução, Economia Local e Espiritualidade

Por

Dada Maheshvarananda


Instituto de Pesquisa de PROUT da Venezuela

www.priven.org. br

www.proutaftercapit alism.blogspot. com



Eu dei uma palestra no encontro de abertura do Fórum Social de Lower Hudson Valley em 28 de março de 2009, na escola secundária de White Plains, perto de Nova Iorque. Foi um momento mágico com a organizadora Nada Khader, diretora executiva da Fundação WESPAC, a força motriz em Westchester County para a paz e a justiça no trabalho por mais de três décadas. As 2 primeiras palestrantes foram Freida Jacques, da Nação Onondaga, e Monica Walker, secretária de diversidade das escolas do condado de Guilford, Carolina do Norte, e treinadora-chave com o Instituto para a Sobrevivência do Povo [The People's Institute for Survival and Beyond]. Esta última falou sobre o racismo institucionalizado.



Segue a transcrição da minha palestra:



Eu cresci neste país, e quando fui para a faculdade, eu tinha um poster na minha parede. Che Guevara, o grande revolucionário, declarou: "Correndo o risco de parecer ridículo, deixem-me dizer que o verdadeiro revolucionário é guiado por sentimentos de amor." Eu pensei, isso é o que eu quero ser. Eu quero ser um revolucionário guiado pelo amor.



Há trinta e cinco anos atrás eu aprendi yoga e meditação como um hobby. Você sabe, para reduzir o stress. Isso transformou a minha vida. Eu não imaginava que podia sentir tanta força e tanta energia, tanta paixão, tanta compaixão. Aquilo me inspirou a dedicar minha vida para a humanidade, e é isso que esta cor laranja que eu visto significa, que a minha vida é dedicada à humanidade. Muitas pessoas confundem-me com o meu irmão gêmeo do Congo , Dada Gunamaya, que também é um monge, e também é dedicado à humanidade. Vocês perceberão a semelhança. [risos]





Nós tentamos ensinar revolução. Vivemos em uma época muito interessante atualmente. Há aproximadamente um ano atrás teve início um colapso econômico, que não parou. A cada dois meses, mais de um milhão de norte-americanos perdem os seus empregos. Trilhões e trilhões de dólares de "riqueza" estão desaparecendo a cada dia. As instituições financeiras que são "grandes demais para falir" estão subitamente pedindo ao governo para salvá-las. Mas o governo não está salvando pequenos empresários, ou pequenos agricultores ou pequenos proprietários, ele está salvando os grandes bancos.



A parte mais chata das notícias da mídia sempre foram as notícias sobre economia. Eles gostam que seja assim. Eles não querem que você se preocupe com a economia, eles usam uma linguagem esotérica de forma que você não possa compreender o que está acontecendo. Mas isso afeta cada um de nós todos os dias.



Então, eles dizem, dê-nos uma pequena ajuda e as coisas voltarão ao normal. Nós dizemos não. Não estamos interessados na economia de sempre. Não estamos interessados na opressão de sempre, ou na exploração de sempre, na repressão de sempre. Não, obrigado. Queremos uma transformação fundamental do nosso mundo, o que é normalmente chamado de revolução.



Que tipo de mundo queremos? Eu estava no Brasil para a primeira, a segunda e a terceira [edições do] Fórum Social Mundial. Uma experiência fenomenal. Vinte mil pessoas na primeira vez, setenta mil pessoas na segunda, mais de cem mil na 3a , 4a, 5a e 6a vezes. Eu estava em Caracas no 6o Fórum [Social Mundial], e tenho estado em fóruns sociais na Finlândia, no Reino Unido e em todo o mundo. E todos eles têm o mesmo tema: “outro mundo é possível”. Bem, esse sonho compartilhado, de que podemos ter um mundo melhor do que o que temos hoje, que podemos dar um mundo melhor para nossos filhos do que esta terrível bagunça que temos hoje, nos leva também a uma pergunta. - Que tipo de mundo queremos?



Você tem o direito de nos fazer perguntas e eu também tenho o direito de lhes perguntar. Então, que tipo de mundo você quer? Posso ouvir algumas respostas, por favor?



Sem toxinas ...

Livre de conflitos ...

Com igualdade ...

Pacífico ...

Comunidades ...

Partilha de culturas ...

Tolerância ...

Que os direitos humanos sejam garantidos ...

Múltipla distribuição da riqueza, riqueza para todos ...

Sem exploração, escravidão, racismo, sexismo ...

Onde os empregos não são terceirizados, onde todos que queiram um trabalho o encontrem, um direito humano básico ...

Onde você possa votar quem será o seu patrão, escolher o seu patrão ou ser seu próprio patrão ...

Necessidades humanas básicas ...

Tolerância e respeito ...

Habitação para todos ...

Parar com o ensino de ódio, ensinar o amor a todos ...



O tempo terminou, desculpem.



Eu dou palestras como esta nos seis continentes. As respostas na Polônia, Filipinas, Índia e China são sempre as mesmas. As pessoas querem um mundo sem injustiça, pobreza, fome, um mundo compartilhado, com um ambiente protegido para todos. Este é um direito humano básico. É uma coisa simples, já que temos a tecnologia. Você sabe, dar a todos habitação, educação, alimentação, vestuário e cuidados médicos a quem não tem, seria realmente muito caro. Iria custar cerca de 15 por cento do orçamento anual para armas e militares no mundo. [risos] Não é por falta de tecnologia que não podemos dar a todos uma habitação, um lugar para dormir à noite. Nós podemos fazer isso. O direito básico fundamental, que todos precisam é alimentação, vestuário, abrigo, educação e cuidados médicos.



Então, como seria uma economia local, ao invés de uma economia global ? Em vez da terceirização de tudo, você faz cooperativas. As cooperativas são cooperativamente possuídas. Faça cada região ser tão auto-suficiente quanto possível.



Prout são as iniciais de Progressive Utilization Theory [Teoria da Utilização Progressiva] . É um modelo. Seus princípios podem ser aplicados holisticamente por qualquer pessoa que goste deles. Não é algo a ser imposto a ninguém. Mas nós precisamos desesperadamente de alternativas. Noam Chomsky escreveu o prefácio do meu livro, "Após o capitalismo" , e ele disse que "O modelo cooperativo de Prout ... compartilhando os recursos do planeta para o bem-estar de todos, merece nossa séria consideração." Eu acho que da creche à pós-graduação, nas escolas em todos os níveis, as crianças deveriam ser perguntadas, "Que tipo de mundo você quer?" É uma pergunta fundamental, perguntar que mundo temos e que mundo queremos ter.



Eu também ensino yoga e meditação, pois penso que através da meditação, a paz de espírito, o silêncio podem ser atingidos. A meditação está presente em todas as culturas do mundo, não custa nada tentar. Você pode encontrar essa força interior, essa paz interior, você pode encontrar a base espiritual que é fundamental para todos nós aqui. Nós somos uma família humana. Todos são irmãos e irmãs aqui. Temos que salvar as plantas e animais, que também são nossos irmãos e irmãs neste planeta. E nós temos de construir um mundo melhor. Podemos fazê-lo, é absolutamente necessário.



Um pequeno exemplo, em Illinois . Chuck Paprocki tem três hectares de terra e está provendo frutas e hortaliças para 100 famílias. Ele faz parte de um grupo de trabalho criado há um ano para tentar ajudar fazendas familiares. Mas durante o ano passado, de repente essa força tarefa, "Alimentos Locais, Fazendas e Emprego" (www.foodfarmsjobs. org), criou um relatório que foi publicado há três semanas. Afirma que, no estado de Illinois , US$ 45 bilhões são gastos em alimentos anualmente, e 98 por cento dessa quantia é gasta comprando-se alimentos de fora do estado. Ecologicamente isso é um desastre, o alimento viajar 1500 milhas , em média, para chegar ao seu prato . Eles disseram que, se destinássemos apenas 20 por cento de todos os alimentos que as nossas escolas e hospitais servem todos os dias para os alimentos produzidos localmente, isso iria criar milhares de empregos no estado, manteria o dinheiro no estado, traria uma alimentação muito mais saudável e nutritiva para todos. Acho que todos os estados deveriam seguir esse exemplo, e agora é fazer essa legislação existir, para que democratas e republicanos possam aprová-la. Acho que todos deveriam seguir o exemplo da família Obama: plantar uma horta orgânica em seu quintal ou no seu telhado ou na beirada da sua janela. Todo mundo deveria fazer isso. Que exemplo maravilhoso!



E nós podemos viver de uma forma mais holística, de uma maneira melhor e mais saudável, criando na prática uma verdadeira sociedade humana pela primeira vez na história. Que incrível, que belo mundo seria.



Gostaria de concluir dizendo que um ensinamento de yoga e meditação é que cada um de vocês tem um potencial de desenvolvimento físico, mental e espiritual muito maior do que você poderia imaginar. Torne-se esse potencial. Torne-se esse pioneiro. Vamos trabalhar juntos, hoje e para o resto de nossas vidas, para construir um mundo melhor. Para fazer um mundo para nossos filhos, para a humanidade, para todos.



Muito obrigado.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Fundos Rotativos Solidários trazem melhorias para comunidades do Nordeste.

Por *Gleiceani Nogueira da Cáritas Brasileira.

A burocracia e as exigências de documentação pelos bancos são as queixas mais comuns dos agricultores e agricultoras na hora de acessar o crédito oficial. Mas, para muitas famílias e grupos, os fundos rotativos solidários têm sido um caminho para desenvolver projetos associativos e comunitários, visando o fortalecimento da agricultura familiar e a melhoria das condições de vida das comunidades.

A experiencia dos Fundos Rotativos Solidários existe em todo o Brasil e é bastante presente em comunidades rurais do Nordeste. Em um estudo publicado em março de 2006, Selvino Heck, assessor especial da Presidência, estima que existam hoje na região cerca de 180 organizações que trabalham apoiando iniciativas de fundos solidários.

De 2006 a 2008 foram investidos R$ 50 milhões em projetos nessa área, em todos os estados da região, através do Programa de Apoio a Projetos Produtivos Solidários, financiado pelos ministérios do Desenvolvimento Social (MDS) e do Trabalho e Emprego (MTE).

Os recursos do Programa são acompanhados por um comitê formado por representantes da sociedade civil ( Articulação no Semiárido Brasileiro, Fórum Brasileiro de Economia Solidária, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e Fórum Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), do MDS, do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e da Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), ligada ao MTE. Atualmente, são 50 projetos apoiados em diferentes áreas como beneficiamento de frutas nativas, criação de animais e construção de tecnologias de captação de água.

Segundo o representante da Articulação no Semiárido (ASA) no comitê gestor dos fundos solidários e membro do Patac, José Waldir Costa, a experiência do fundo rotativo solidário pode se iniciar com a captação de recursos junto a entidades apoiadoras. Nesses casos, o valor investido será devolvido pelas famílias beneficiárias para uma espécie de caixa coletiva e será utilizado em favor de outras famílias ou para outras necessidades da comunidade. É possível ainda organizar um fundo através de arrecadação financeira,feita na própria comunidade, onde cada família entra com uma cota estabelecida de acordo com suas possibilidades.

Waldir Costa também lembra que para uma comunidade iniciar um trabalho com fundo solidário é preciso que ela tenha capacidade de se mobilizar e se organizar. Ele ressalta ainda que muitas ações não dependem de recursos financeiros, ou seja, o fundo pode ser criado a partir da doação de material, sementes ou mão-de-obra da própria comunidade.

“A experiência dos bancos de sementes é um exemplo. As pessoas já têm as sementes e aí fazem a doação [para o banco] e juntam essas sementes no mesmo lugar. Então o recurso local é bem valorizado e alguns grupos têm iniciado trabalhos sem contar com a entrada de recursos externos”, explicou Waldir.

Os fundos rotativos solidários são também espaços de conhecimento, onde as comunidades aprendem a fazer a gestão de recursos e o planejamento das atividades. Outro impacto é em relação à autonomia das comunidades sobre bens dos quais, historicamente, elas eram dependentes, como água e sementes.

De acordo com o coordenador nacional da Cáritas Brasileira, Ademar Bertucci, os Fundos Rotativos devem ser considerados como instrumentos de desenvolvimento local. “A alimentação do fundo é apenas uma estratégia. O fundamental é o resultado organizativo, seja na comunidade, ou nas formas de produção”, explica Bertucci. A Cáritas Brasileira integra o comitê gestor dos Fundos Solidários através do Fórum Brasileiro de Economia Solidária.
Experiência paraibana

Durante a reunião do comitê gestor nacional no dia 7 de abril, foi realizado, em Campina Grande, na Paraíba, o Seminário Fundos Solidários: gerando riquezas e saberes. O objetivo do encontro foi divulgar e fortalecer as experiências da Rede de Fundos Solidários da Articulação no SemiÁrido Paraibano (ASA Paraíba). Participaram do encontro agricultores e agricultoras, universidades, representantes do governo e de entidades ligadas ao Pólo Sindical da Borborema e ao Coletivo Regional Cariri, Seridó e Curimatau.

Existem cerca de 500 fundos rotativos na Paraíba, distribuídos em 100 municípios. Além disso, dos 50 projetos de fundos solidários desenvolvidos no Nordeste, seis estão sendo executados no estado.

Para Haroldo Mendonça, coordenador geral de Comércio Justo e Crédito, da Senaes, além de conhecer as experiências de fundos rotativos da Paraíba, o debate do Seminário servirá para o comitê montar as estratégias dos próximos anos em relação a promoção dos fundos solidários no Brasil. “Estamos prevendo para o final do primeiro semestre deste ano uma nova etapa de apoio a projetos, no valor de R$ 3 milhões”, afirmou Haroldo Mendonça.

O Seminário também marcou o lançamento da campanha nacional Partilha Solidária, que se refere aos fundos rotativos solidários, desenvolvida pela entidade de cooperação Heifer. Também foi lançado um kit de material pedagógico - formado por um vídeo, uma cartilha e dois cordéis - que foi construído a partir das experiências da ASA Paraíba.

*Comunicadora da Asa Brasil. Edição: Mayrá Lima